Desativar Preloader

CONEDU – Fortaleza/CE-2019

... CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO – CONEDU – Fortaleza/CE-2019


PROFESSORAS FORMADORAS DO CEFAPRO/Cáceres-MT PARTICIPAM DE UM DOS MAIORES CONGRESSOS NACIONAIS DE EDUCAÇÃO – CONEDU – Fortaleza/CE-2019

 

As professoras formadoras Almerinda Auxiliadora de Souza (Ciências Humanas), Sônia Maria de Oliveira (Pedagogia) e Maria Elizabete Nascimento de Oliveira (Linguagem) estiveram entre os dias 24 a 26.10 no VI Congresso Nacional de Educação que versou sobre: Avaliação, Processos e Políticas enfatizando como avaliar os percursos de aprendizagens. Para tanto, teve como pauta geradora a ineficiência dos índices de avaliação apresentados pelos documentos oficiais.

O evento contou com a presença da pesquisadora Jussara Hoffmann que iniciou a palestra com os seguintes questionamentos: Avançamos em Educação? Qual o lugar que o aluno tem nas políticas de avaliação?  Os resultados refletem na melhoria ou defasagem do ensino? Queremos alunos que atendam apenas os “decretos dos sistemas”?

Segundo a pesquisadora construir e aplicar procedimentos de avaliação formativa de processo ou de resultado requer compreensão dos contextos e das condições de aprendizagens, levando em conta os registros das ações educativas e tendo-os como referência para melhorar o desempenho da escola, dos professores e dos alunos.

Segundo Hoffmann, os exames em larga escala, cada vez mais, tem fortalecidos as práticas classificatórias nas escolas com concepções invertidas que nos levam a reproduzir práticas que já haviam avançado. Assim, destacou que nomenclaturas novas e concepções velhas não alteram o aprendizado e que o primeiro passo para pensar o planejamento é pensar a forma de organização curricular.

A pesquisadora destacou ainda que é preciso pensar numa avaliação invertida e não simplesmente em aula invertida, sequência didática e/ou outras metodologias inovadoras que não são compreendidas enquanto forma de escuta sensível ou reflexiva sobre o outro (aluno), que a avaliação deve repensar o aluno e não os documentos oficiais e processos normativos, bem como que os valores socioculturais precisam ser trabalhados e compreendidos em sua integralidade.

Hoffmann enfatiza o poder de uma avaliação elaborada na perspectiva da mediação, porém, compreendida como aplicabilidade, documentação e análise crítica e reflexiva do educador, que considere o grau de dificuldades diferentes numa mesma sala de aula, ao mesmo tempo. Ressalta ainda que a avaliação na perspectiva mediadora está descrita na Base Nacional Comum Curricular, mas é o professor quem irá garantir que esta ocorra efetivamente. As ações educativas devem ser efetuadas não simplesmente para avaliar e/ou punir o educando, mas para ensinar a socializar, fazer caminhar, a germinar.

A estudiosa finalizou a palestra dizendo que ela inverteria a frase do SAEB/Sistema de Avaliação da Educação Básica: “O Brasil precisa dos alunos”. Não, são os alunos que precisam do Brasil.

Maria Elizabete Nascimento de Oliveira

CEFAPRO/Cáceres-MT

 

Compartilhe essa Matéria